São dois pescadores gémeos.
Um é casado e o outro solteiro.
O solteiro tinha uma lancheira de pesca bem velhinha e, um dia, a mulher do primeiro morre.
E como desgraça nunca vem só, a lancheira do irmão afunda-se no mesmo dia.
Uma senhora, uma destas velhotas curiosas e metediças, que soube da morte da mulher, resolve dar os pêsames ao viúvo mas confunde os irmãos, e acaba por falar com o outro que perdeu a lancheira.
- Eu só soube agora... Que perda enorme. Deve ser terrível para si.
E o pescador, apesar de surpreso com a preocupação da velhota, respondeu:
- Pois é. Estou arrasado. Mas é preciso ser forte e enfrentar a realidade. De qualquer modo, ela já estava bem velha. Tinha o traseiro todo arrebentado, cheirava a peixe e vazava água como nunca vi. É verdade que ela tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás, e que, cada vez que eu a usava, o buraco ficava maior... Mas acho que o que ela não aguentou foi que eu a emprestava a quatro amigos que se divertiam com ela. Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez, foram os quatro juntos e foi demais para ela...